quarta-feira, 4 de novembro de 2009

Vento na cara


Viver tem seu mistério.


Só sofremos se estamos vivos, só choramos se estamos vivos, só nos decepcionamos se estamos vivos, só... só... só... se estamos vivos...


Resumindo viver é sentir!!! O bom e o ruim que há no mundo e nas pessoas. É interagir com o outro e consigo. É não ter controle de nada e de ninguém... ainda que isso assuste sobremaneira!!!


Outro dia uma amiga me disse: A vida não é pra pensar é pra viver.


Como gosto de pensar, filosofar, divagar enfrento dificuldades em viver sem racionalizar. Mas, não vejo outra possibilidade.


Tenho que pensar nem que seja um pouquinho... Mas tenho que me esforçar pra não me deter em pensamentos sem fim... Que me fazem correr como cachorro atrás do rabo.


Estou me esforçando!!! Quero simplesmente viver!!! Já que estou aqui... Vamos lá: a aventura de um dia após o outro!!!


Quero vento na cara.


Quero ser quem eu sou.


Não tô afim de menos e nem de mais.

quarta-feira, 28 de outubro de 2009

De remédios e dores


De vez em quando acho que tenho uns desejos absurdos, mas talvez nem tanto...

Hoje tive vontade de inventar um remédio, desses tipo DORIL que "você toma e a dor sumiu..." Um remédio que trouxesse sanidade as pessoas, integridade a sociedade e a mim.

Queria muito que tal comprimido existisse. Sim, comprimido porque nada melhor para a dor ou a falta de caráter que um tratamento alopático. Não, mil vezes a homeopatia não!!!!

É importante dizer que sou filha de médico(quem também é sabe que essa frase significa muita coisa). Significa muitas idas a hospitais, muitas observações de receitas preenchidas e muita, muita medicação. Quando era pequena a caixinha de remédios sempre vivia cheia de amostras e mais amostras grátis.

É.. queria um comprimido. Não um ansiolítico nem um antidepressivo. Queria a cura num gole.
A cura de mim mesma, das minhas faltas, da minha insensatez, do meu desperdício de tempo e afeição. A cura da dor, da falta do que nunca vou ter, da ingratidão com a vida.

Queria um só comprimido que me trouxesse redenção. E se o tivesse, iria fazê-lo em série. Iria distribuí-lo em larga escala aos presos no vício, aos mortos em vida, aos que não se expõem, aos que vivem em cima do muro desfrutando das máscaras.

Queria entregá-lo aos pais que abusam sexualmente de crianças em sua inocência, queria ofertá-lo aos políticos que não prezam pela vida... e iria guardar mais alguns para mim em caso de recaída!!!!

Desejos de remédios...

Desejos de não dores...

quinta-feira, 8 de outubro de 2009

e o orkut disse:

"Todas as gerações dão risada da moda antiga, mas seguem religiosamente a moda atual."


a sabedoria orkutiana merece ou não merece ser pensada?!


até!

;)

quinta-feira, 20 de agosto de 2009

QUERO UM COMPRIMIDO QUE ME TRAGA SANIDADE


segunda-feira, 13 de julho de 2009

Tornados


Sempre quis ver um tornado. Desses grandes, desenhados como nos filmes.


Ainda não tive a oportunidade ao vivo e a cores, mas quantos tenho visto... muitos mesmo...


Tornados que me assaltam me roubam de mim e dos outros. Tornados que me incitam a fugir de mim. Que me fazem ficar tonta, sonsa ou muda. Que me levam e não trazem.


Sempre quis ver tornados mas os que sinto me assustam. Me roubam, me mudam.


Quero sumir de mim e de tudo. Queria um tornado como o do " Mágico de Oz" que nos mudam de cenário, de reinado, de nós mesmos.

domingo, 12 de julho de 2009

eu de volta

depois de deputado que se "lixa" pra opinião pública, queda de avião aqui, 'escândalo' dos atos secretos no senado, queda do avião ali, gripe suína, gripe suína que mudou de nome, e até morte de Michael Jackson, estou de volta! mas, cá pra nós, só coisa ruim, né?!

pois é gente, estou eu aqui... parece mentira, mas acabei de me esquecer o que ia escrever neste post, ainda a pouco enquanto coava o café eu estava estruturando o assunto em minha cabeça... chiiii, pensar que a minha médica me deu parabéns pelo êxito no tratamento de memória! só rindo , né?!!

pois bem... a tem uma coisa, a luciana há coisa de dois meses me disse que eu havia grafado perseguir, aí do lado direito em letrinhas azuis, com "C", ao invés de "S". na ocasião ela disse que sempre não se lembrava de me avisar, e que era para corrigir logo, pois vocês três leitores podiam nos achar ligeiramente analfabetas! luciana, a correção está feita.

outra coisa... queria dizer para aquele insuportável pai do Michael Jackson que eu NÃO GOSTO DELE, mas como só consigo dizer pra vocês três, já está dito!!

ainda não lembrei do que ia escrever, enrolei... enrolei... mas... amanhã espero ja ter lembrado, e se ainda for interessante pra mim o assunto colocarei aqui!!

uma super semana pra vocês!

:)

Poema

Continuo meu momento poemas...
Ora com expressões próprias, ora admirando a beleza da alma dos outros...
Olhem que lindo!!!!

Cecília Meireles

Serenata

Permita que eu feche os meus olhos,
pois é muito longe e tão tarde!
Pensei que era apenas demora,
e cantando pus-me a esperar-te.

Permite que agora emudeça:
que me conforme em ser sozinha.
Há uma doce luz no silencio,
e a dor é de origem divina.

Permite que eu volte o meu rosto
para um céu maior que este mundo,
e aprenda a ser dócil no sonho
como as estrelas no seu rumo.

Tarde


A tarde é fria,

como cinza sobre a terra

é só, é vento

que não sei aonde leva.


O dia é longo,

entre cores tudo é branco

ou talvez quem sabe grande

em angústia torturante.


A dor é minha,

não está em mais ninguém

a onda é minha,

num instante vou além.


A alegria é triste,

o prazer é puro horror

ainda em brancas flores

paz é guerra, esperança: amor.


Pensamento não há mais,

sanidade nem razão,

flores muitas no caminho

não me dão a direção.



quinta-feira, 9 de julho de 2009

Ouvi no trabalho uma colega recitar este poema.

Amei!!! Me emocionei!!! E resolvi dividir com vocês...

Neste momento sinto-me rosa.

4º Motivo da rosa

Cecília Meireles


4o. Motivo da rosa


Não te aflijas com a pétala que voa:
também é ser, deixar de ser assim.


Rosas verá, só de cinzas franzida,
mortas, intactas pelo teu jardim.


Eu deixo aroma até nos meus espinhos
ao longe, o vento vai falando de mim.


E por perder-me é que vão me lembrando,
por desfolhar-me é que não tenho fim.


quarta-feira, 8 de julho de 2009

Queria

Queria ser amada com intensidade e intensão
amada com força, beleza e emoção
desejada como o ar, querida como o pão
ser a causa e a razão do bater do coração.

Queria voar longe e voltar sempre segura
ir à Marte ou à Vênus, ao seu quarto ou à rua
Queria ir mais longe e ficar só ao seu lado
Queria ter meu passo amarrado em seu abraço.

Queria comer doce, chocolate e porcaria
Queria ouvir o som da mais doce melodia
Queria junto a ti ouvir a sua voz
Queria descansar da saudade, meu algoz.

Queria calor, sol, vento, terra, chuva ou neve
Queria ver meu nome desenhado em sua pele
Queria ao menos que eu fosse importante
Queria ser mais que um encontro fatigante.

Queria, quero,
mas não sou, mas não tenho.

ESCRITO POR LUZ PASSOS

quarta-feira, 17 de junho de 2009

Em curso

Gosto de fazer cursos. Estudar, ler, aprender coisas novas, escrever, enfim, acho que o conhecimento possibilita crescimento. Abrir a cabeça, ir à frente...

E inventam curso de tudo, já perceberam... De técnicas sexuais à neurolinguística. Tudo é motivo para um novo curso... Afff!!! Não sei como conseguem...

Seria tão bom se criassem um curso para a vida... Não esses de aprenda em 10 passos como fazer, ser ou ter qualquer coisa. Se auto-ajuda resolvesse o mundo estaria perfeito, todos seriam ricos ou dormiriam ao lado da pessoa amada.

Mas, a realidade não é bem essa. Vamos caminhando e se virando no caminho. Acertamos e muitas vezes erramos.

Erramos ao investir nossas fichas na cor errada, erramos ao sossegar diante do que deveria ser inquietude e também de não nos aquietar sempre.

Ainda bem que também acertamos. Escolhemos, optamos e direcionamos. Ainda bem que acertamos. E como é bom ver nossas escolhas certas. Que satisfação perceber que vale a pena!!!

Mas não é tão simples. O processo é lento. A estrada árdua. A noite fria.

Ainda não inventaram o curso que preciso. Enquanto isso, vou em curso nesta vida. Vou crescendo no caminho mesmo tropeçando em tantos troncos que insistem em estar bem a minha frente.

domingo, 14 de junho de 2009

Necessidade


É impressionante, por vezes, minha necessidade de escrever...

Parece que se não o faço meu peito não sossega...

A bem da verdade, mesmo escrevendo é difícil organizar as coisas que estão fora do lugar.


Neste momento também choro, outra necessidade constante do meu inconstante ser. Até que estou gostando de chorar agora. Não por ser de alegria, pois choro por profunda dor, tristeza e incerteza.


Não saberia dizer se meus motivos são reais, neuróticos ou mortais. Mas sei dizer que choro pois minha'lma sangra e meu corpo é estilhaçado do que outrora era inteiro.


Choro por querer ser e fazer bem diferente do que consigo, por pura insatisfação comigo mesma. Mas não só por isso. Choro também por ver expectativas frustradas, delírios não realizados, pela certeza da insensatez, pela certeza do desprezo.


Sou acostumada a chorar, não se assuste. Tenho chorado desde as minhas primeiras lembranças desta vida. Não por ser uma vida de tragédias, mas de reflexão, introspecção e muitas, muitas incertezas, grandes, fortes sensações.


Tenho amigas que dizem que não posso reclamar de rotina. Elas tem razão. Meu ser volúvel me incapacita a períodos longos de calmaria. Sou assim. Os que me conhecem sabem disso. Inconstante e apaixonada.


Tenho pensado sobre a paixão. A paixão que ofertamos aquilo que não tem valor. A paixão que oferecemos e sem possibilidade de retorno, reprimimos, sublimamos ou recalcamos.


Paixão que, às vezes, nos impulsiona e dá sentido a existência. Paixão que por outras nos leva ao fundo de nós mesmos, quando não ao fundo do poço.


Paixão que se transforma em ódio, em música ou em trabalho bem feito.
É difícil se apaixonar com frequência ou sem frequência. Estranho odiar o que é objeto de amor. Esquisito ceder ao inquestionável.


Como disseram Vinícius e Tom: essa "eterna desventura de viver" não é simples. Mas ninguém disse que seria, não é?

Tomara que seja breve, porque intensa com certeza vai ser. E já é!!!

sábado, 6 de junho de 2009

Absurdos

Bom, é um absurdo este blog ficar tanto tempo sem uma postagem... Até porque teoricamente somos três para tentarmos ser uma.... risos... e nem isso está funcionando.

Também acho um absurdo as coisas como andam... Esta semana participei de um seminário sobre perspectivas familiares e violência e como é fácil perceber que tudo anda um caos.

Ainda pensando em absurdos, fico inconformada com a cultura vigente, instalada em nossa sociedade, inculcada em nossas mentes, gravada em nossa carne. Tenho tentado subir rio acima mas, confesso, estou cansada.

Absurdo ter que conviver com tanta falta e ter que sorrir na praça. Absurdo encarar a idéia de que preciso me aceitar como sou.

Querida tríade, como aceitar o que é tantas vezes inaceitável. Como acostumar-me com o que é sempre susto. Como aquietar-me em dias tão barulhentos com tantas distrações.

Estou tentando. Mas são absurdas as exigências. Vencer, vencer e vencer! É isto somente???

Conheço mais meus fracassos que minhas glórias. Mais minha natureza carnal que minha identidade celeste.

Estou tentando. Mas não tem sido simples... Tem sido árduo, longo e frio.

Espero que os dias sejam abreviados. Preciso disto.

Desculpem o desabafo. Mas a boca fala do que o coração está cheio.

Na expectativa Daquele que traz a existência coisas que não existem...